pétalas neste jardim

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

menina que tão bem dança...




entre véus que rasgam céus ...
quem pretendes enganar?
ficava-te bem uma trança
quando na terra te fores deitar ...


Que esperas? - que a vida
te salve da morte?
Enquanto esperas a hora,
o dia, alguém, quando
vais? ou quando vens?
É tua a hora tambem ...

Na rua, no palco dançando...
Tu morres a mal ou a bem...
Não te enganes ...
todos morremos ...
a mim não me assusta a morte...
a ti diverte-te ...
só te comove a fama e a graça
graça que já não tens ...

Tu não és de cá ...
tentas fazer pouco da Vida ...
Mas não vês ... que só aqui estás
a fazer a despedida ???
P.S. _doce amiga LI Xung

sábado, 19 de janeiro de 2008

asquerosa...duma figa!


És rosca sem parafuso ....
Com o passo todo incerto
és baba que fia no fuso ...
Morte em campo aberto !

Brasa que não arde ...
Fogo que não ateia
porque é teia ...
Peluda em vez de pele ..
Seu boião cheio de fel !
Almofada desenfronhada
de fronha toda babada ...
asquerosa ,
ranhosa,
mentirosa ...
pirosa
"chalada"
Peça mal acabada !!!
...

P.S. vou dar uma volta xauuuu! :P:P:P:P

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

a tua presença


...que a tua presença me guarde

da loucura de esquecer-te

teus olhos por toda a parte

vendo-me me façam ver-te...

Tuas mãos sem me tocarem

amparem o meu andar

e o sorriso dos teus olhos

brilhe sempre em meu olhar...

e sejas tu quem me sorria

no meu sorrir hesitante

como a luz do meio dia

secreta no ar brilhante...


pho

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

inferno ...



vi-te o inferno nos olhos
não acreditei,
ignorei
vi-te com o inferno nos olhos
nada pude fazer.
Senti-te crepitar
o inferno que tinhas
nos olhos.
Vi-te enlouquecer

vi-te o inferno nos olhos

vi que incendiaste a todos

ninguém foi poupado

ao teu diabólico Inferno.

Vi-te caminhar sobre o fogo

sem que este consumisse

o inferno que te vi nos olhos.

DO BLOGUE STELLA QUE MUITO GOSTO...



quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

natal ...



quando nasceres,
meu menino,
vem de mansinho
que não toque nem um sino
nem uma estrela te siga,
não venham reis, nem pastores,
porque a mãe sabe o caminho...
numa gruta,
ou noutro lugar
assim escondidinho
deixa-te lá ficar
que só eu te veja, meu amor,
que não - direi
que só eu possa pedir - e pedirei
que só eu tenha
a
graça de abraçar-te,
porque mesmo
que
não voltes a nascer,
...nunca mais...
te deixarei morrer!
e só eu tenho o poder
de no ventre te carregar...
e para toda a parte te levar
enquanto eu viver !

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007


a
d
o
r
m
e
ç
o

a noite
no regaço
e deito-a no meu
leito.

o sono ?
é como o faço...

umas vezes um limbo
perfeito.

outras ... um eterno abraço !

para ti meu querido filho

domingo, 2 de dezembro de 2007

dai-me um abat-jour

Um abat-jour vermelho por favor
um abat-jour redondo antiquado
e, a tinta azul, no branco
avermelhando o encarnado
ou um soneto de amor.

Um abat-jour vermelho,
todo de cor,
de escuro carregado
naquele quarto de dormir,
à moda do passado
e um poema de amor.

Apenas isso: um abat-jour vermelho
um bloco de papel no móvel velho
e a tinta azul de amor.
Um abat-jour vermelho, de luz quente
Bastava-me isso hoje.
E de repente uma canção de amor


foto daí, dum lado qualquer


phaao





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