sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

monstro, louca ....



Se o teu olhar de doida
e boca torta,
se o cabelo de cores

mudando
encrespado

e baço,
o teu andar cambaleando
de madraço
de um riso alvar

de nada-morta...

se tudo isso desandasse

como uma
porta...
e pudesses entrar no teu espaço...


tu mesmo

chorarias
o erro crasso
do mal que fizeste,

e agora nada
te conforta...

Se a tua estupidez abrisse essa porta
da sensatez... que te é muito estreita...


talvez o teu espaço se abrisse
e não vivesses apenas da malvadez que te enfeita!


P.S._ estás a mudar...feia, mentirosa, horrorosa,
nem a maquilhagem disfarça, a crueldade, que ostentas, traços que herdaste
da vaca parideira tua mãe ( foi a tribunal testemunhar e nem o nome do meu filho sabia...) anedotas...
no tribunal sim, foi um circo de gente aberrativa, que só fizeram rir os juízes... e eu a sofrer....

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

bendito sofrimento...



bendito sofrimento


que minha alma acalenta
que em gritos de loucura
cuspo pela boca sedenta


bendito sofrimento

que o meu ombro carrega
que em gritos de amargura
a minha vida segrega


bendito sofrimento

que me rasgas o coração
que em gritos de tortura
vou arrastando pelo chão...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008



Vai-te, Poesia!

Deixa-me ver a vida exacta

e intolerável neste planeta

feito de carne humana

a chorar

onde um anjo

me arrasta todas as noites

para casa pelos cabelos

com bandeiras de lume nos olhos,

para fabricar sonhos

carregados de dinamite de lágrimas.


Vai-te, Poesia!

Não quero cantar.

Quero gritar!




José Gomes Ferreira (aqui)